Linguagem, mármore e cashmere: a imponente tríade aporofóbica e o (in)acesso à justiça aos economicamente vulneráveis
Resumen
Este artigo analisa os impactos da linguagem jurídica erudita, dos trajes sofisticados dos operadores do direito e da arquitetura dos edifícios judiciais na criação de obstáculos ao acesso à justiça para pessoas em situação de vulnerabilidade econômica. O problema de pesquisa consiste em investigar de que modo esses elementos influenciam o (in)acesso à justiça dos economicamente desfavorecidos. Parte-se da hipótese de que a ostentação presente no campo jurídico atua como fator de exclusão social e de consolidação das desigualdades. O objetivo geral é examinar como a linguagem rebuscada, o desenho arquitetônico dos tribunais e as vestes refinadas dos juristas constituem a “Tríade aporofóbica”, expressão cunhada neste estudo, que se apresenta como óbice ao exercício efetivo de direitos fundamentais. A metodologia é bibliográfica, apoiada em Cappelletti, Garth e em Adela Cortina, na perspectiva dialética. Conclui-se que esses elementos configuram expressão concreta da aporofobia no cenário forense.
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